Quando alguém fala em Éder Aleixo, a cabeça do futebol brasileiro vai quase no automático: Atlético Mineiro, Seleção de 82, a bomba de esquerda, gols absurdos, cabelo volumoso, personagem folclórico, craque de bola, galã que recebia pilhas de cartas apaixonadas nos anos 80..
O que pouca gente lembra é que, em 1993, já na reta final da carreira, Éder vestiu a camisa do Cruzeiro, maior rival do clube ao qual é ídolo.
E mais do que isso: foi campeão da Copa do Brasil pela Raposa!
Um dos maiores símbolos da história atleticana participou do elenco que conquistou a primeira Copa do Brasil do Cruzeiro e existe algo curioso nessa história: O maior título de Éder em clubes nacionais fora do Atlético veio justamente no maior rival.
Éder chegou ao Cruzeiro em 1993, depois de passar por União São João e outras experiências já bem diferentes da fase lendária vivida no Atlético e na Seleção Brasileira.
Mas participou daquele elenco campeão da Copa do Brasil sobre o Grêmio, título histórico que colocou a Raposa definitivamente entre os grandes campeões nacionais.
Talvez por isso tanta gente apague essa passagem da memória.
Porque quando o futebol cria ídolos muito fortes, parece estranho imaginar esses personagens usando outra camisa e principalmente em uma rivalidade tão intensa como a mineira.
O “Bomba”, dono de uma das esquerdas mais temidas da história do futebol brasileiro, também teve um capítulo azul. Foi, curto, muitas vezes esquecido, mas campeão!
A idolatria de Éder no Atlético segue intacta até hoje.
Muito pela forma como conduziu sua carreira: sempre respeitoso, profissional e consciente do tamanho da conexão construída com a torcida atleticana.
E talvez seja exatamente isso que faz esse quadro existir:
o futebol guarda histórias tão improváveis que às vezes parecem inventadas.
Esse é o O Jogo Fora do Jogo.




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